O que me rende nesse feriado é voltar pra Mogi e rever a todos. A viagem foi cansativa. Sete horas de ônibus e o problema não era a falta de sono. Não, sono sobrava. O problema era a menina que sentava ao meu lado. Comprei a cadeira do corredor e ela, mulher que é, tem seus períodos. Foi ao banheiro pelo menos quatro vezes. Quatro vezes onde eu tava quase pegando no sono e era acordado por um "ô, moço".
Eu quase entregue ao sono e já sentindo o habitual gosto de bafo noturno nascer na minha boca, virei: "o que foi, moça?"
Ela: "preciso ir ao banheiro!"
Apesar disso, até me agradava. Por pelo menos umas três vezes acordei com algum ruído e vi que ela me encarava. Ao perceber que eu abria os olhos, virava o rosto pra disfarçar.
Mudando de assunto, ganhei um ovo de chocolate. Não sou louco por chocolate, embora seja gostoso. É chocolate pra mais de um mês.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
terça-feira, 30 de março de 2010
Não mais sobre apagões, mas ainda sobre vinho
Dormi duas horas de ontem pra hoje. Acordei sóbrio. A Maria, da minha sala - editora e cinegrafista da minha matéria -, me acordou oito e meia da manhã com um toque no celular. A gente havia combinado de editar a matéria numa produtora responsável pelo material da Paraná Educativa. O nome do lugar eu não lembro. Também não importa. É uma sala bem resolvida, tem equipamentos que a UEL jamais sonharia ter. O cara que editou a nossa matéria é jornalista e trabalha lá com o irmão e mais uma galera que, na hora, não tava presente. Ele se chama Marcelo, nosso editor. Louvado seja este nome. O cara manda bem, edita que é uma beleza. Bate na tecla mais rápido que asa de beija-flor. Fiquei impressionado. O mundo profissional é bem diferente do que a gente tá acostumado a ver dentro da universidade. No final das contas a matéria ficou bacana, rendeu 3 minutos e alguma coisa. Louvado também seja o vinho, que eu inclusive, lembro agora, dei de presente pra Flora.
Sobre vinhos e apagões
Devo avisar que estou levemente alcoolizado. Pode sair coisa errada. Pode dar merda. Primeiro quero começar contando o meu dia. Fui a uma vinícola fazer uma matéria e experimentei vários tipos de vinho. Agora sei a diferença entre um Niagara e um Cabernet Sauvignon. Tanto na teoria quanto na prática. Maldição. Falei pro cara que eu experimentaria tudo depois. Depois de fazer a matéria. Não podia correr o risco de fazer uma passagem bêbado. Minha professora (Flora, pra quem conhece), ainda veio me dizer que sentia bafo de ácool de longe. Sejam abençoados os drops de hortelã da Garoto. Depois dei uma garrafa de presente pra ela.
Engraçado mesmo foi a luz da UEL acabar. Não consegui terminar meu relatório. Foda. Além disso, assustei uma galera. No escuro todo mundo parece mais afável. Tudo safado. Desgraça é acordar amanhã cedo pra editar minha matéria. Sem problemas. Cara, acho que vou parar por aqui. Beijos pra vocês e boa noite.
Engraçado mesmo foi a luz da UEL acabar. Não consegui terminar meu relatório. Foda. Além disso, assustei uma galera. No escuro todo mundo parece mais afável. Tudo safado. Desgraça é acordar amanhã cedo pra editar minha matéria. Sem problemas. Cara, acho que vou parar por aqui. Beijos pra vocês e boa noite.
segunda-feira, 29 de março de 2010
Voltando, quem sabe?
Ter blog é uma coisa bem legal, sobretudo se você junta um grupo de conhecidos e resolve trabalhar em torno de algo. É bom ser produtivo e admirado por pessoas, mas às vezes falta espaço pra falar do que lhe é pessoal num blog compartilhado. Por isso, e para tanto, que retorno ao Ditadura da Palavra para falar das minhas pessoalidades. Eu gosto de poesia e de falar sobre seres. Acho que aqui isso cabe. Sobre bobagem eu falo em outros lugares. Sobre coisas sérias também. Não espero que as pessoas se interessem por isso aqui. Espero, sobretudo, que eu, mais do que ninguém, me interesse pela produtividade desse lugar. Esse meu último ano de faculdade será complicado. Eu sempre soube disso. Não tenho medo, apenas receios. Engana-se quem pensa que receio e medo são sinônimos. Medo é antônimo de coragem, receio é antônimo de certeza. Se eu tivesse certeza sobre tudo, não precisaria alimentar a coragem de vez em quando. É isso aí, um salve a todos e até o próximo contato.
Aliás, mais uma coisa antes de ir. Resolvi excluir algumas postagens. Me peguei lendo coisas que não pareciam escritas por mim. Acho que mudei bastante ao longo desses três anos em Londrina. Graças a Deus, acredito.
Norte
Meu amigo, não chore
Se quem acolhe, fome
Um dia morre sem nome
Um dia morre sem nome
Meu amigo, não ria
Sem antes tê-la, alegria
Um dia morre sem fantasia
Meu amigo, não beba
Se de álcool é feito, teu leito
Um dia morre desfeito
Um dia morre sem fantasia
Meu amigo, não beba
Se de álcool é feito, teu leito
Um dia morre desfeito
Meu amigo, sobretudo, não morra
Se quem o tem, aqui reside
Um dia, pra sempre, insiste
Se quem o tem, aqui reside
Um dia, pra sempre, insiste
terça-feira, 27 de novembro de 2007
Pra que saber?
Pra que saber da vida
se imóvel, contida
Pra que saber da dor
se arde, às vezes indolor
Pra que saber do amor
se dói, se morro de dor
Pra que saber se minto
se sorrio, estou faminto
Pra que saber o que sou
se me dano no que ecoou
Pra que saber da saudade
se longe está, pura maldade
Pra que saber da confiança
se nos nocauteia, nos cansa
Pra que saber da esperança
se morre ainda criança
Pra que saber do fim
se interessa só a mim
se imóvel, contida
Pra que saber da dor
se arde, às vezes indolor
Pra que saber do amor
se dói, se morro de dor
Pra que saber se minto
se sorrio, estou faminto
Pra que saber o que sou
se me dano no que ecoou
Pra que saber da saudade
se longe está, pura maldade
Pra que saber da confiança
se nos nocauteia, nos cansa
Pra que saber da esperança
se morre ainda criança
Pra que saber do fim
se interessa só a mim
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
Disparo
Dispara a arma contra si mesmo
Veja que não morre, veja que temes
Quem mais pensa é quem mais treme
Engole o suor, veja que é salgado
Veja que vives apesar do disparo
Dispara a arma contra o espelho
Mata tua imagem e não a ti
Recua e pensa, por quê?
Porque falta-te coragem e ousadia
Conforma-te a engolir a valentia
Acorda amanhã com o mesmo ideal
Que no fim da noite a história é igual
Morre de dor por não morrer
Guarda a arma que o tiro não é teu
É de alguém a não se esconder
Deita na cama e pensa no pai
Pensa por que o mundo não é teu
Ele é feito de quem quer viver
Quem quer morrer vive no breu
És assim, pobre plebeu
Veja que não morre, veja que temes
Quem mais pensa é quem mais treme
Engole o suor, veja que é salgado
Veja que vives apesar do disparo
Dispara a arma contra o espelho
Mata tua imagem e não a ti
Recua e pensa, por quê?
Porque falta-te coragem e ousadia
Conforma-te a engolir a valentia
Acorda amanhã com o mesmo ideal
Que no fim da noite a história é igual
Morre de dor por não morrer
Guarda a arma que o tiro não é teu
É de alguém a não se esconder
Deita na cama e pensa no pai
Pensa por que o mundo não é teu
Ele é feito de quem quer viver
Quem quer morrer vive no breu
És assim, pobre plebeu
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