Dispara a arma contra si mesmo
Veja que não morre, veja que temes
Quem mais pensa é quem mais treme
Engole o suor, veja que é salgado
Veja que vives apesar do disparo
Dispara a arma contra o espelho
Mata tua imagem e não a ti
Recua e pensa, por quê?
Porque falta-te coragem e ousadia
Conforma-te a engolir a valentia
Acorda amanhã com o mesmo ideal
Que no fim da noite a história é igual
Morre de dor por não morrer
Guarda a arma que o tiro não é teu
É de alguém a não se esconder
Deita na cama e pensa no pai
Pensa por que o mundo não é teu
Ele é feito de quem quer viver
Quem quer morrer vive no breu
És assim, pobre plebeu
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
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1 comentários:
MAIS impressionante ainda é a interpretação...o.O
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