terça-feira, 27 de novembro de 2007

Pra que saber?

Pra que saber da vida
se imóvel, contida

Pra que saber da dor
se arde, às vezes indolor

Pra que saber do amor
se dói, se morro de dor

Pra que saber se minto
se sorrio, estou faminto

Pra que saber o que sou
se me dano no que ecoou

Pra que saber da saudade
se longe está, pura maldade

Pra que saber da confiança
se nos nocauteia, nos cansa

Pra que saber da esperança
se morre ainda criança

Pra que saber do fim
se interessa só a mim

1 comentários:

Isa Gabriella disse...

Linda poesia Marcelo!
Bem estruturada e que me levou a uma reflexao. Adorei!