Pra que saber da vida
se imóvel, contida
Pra que saber da dor
se arde, às vezes indolor
Pra que saber do amor
se dói, se morro de dor
Pra que saber se minto
se sorrio, estou faminto
Pra que saber o que sou
se me dano no que ecoou
Pra que saber da saudade
se longe está, pura maldade
Pra que saber da confiança
se nos nocauteia, nos cansa
Pra que saber da esperança
se morre ainda criança
Pra que saber do fim
se interessa só a mim
terça-feira, 27 de novembro de 2007
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
Disparo
Dispara a arma contra si mesmo
Veja que não morre, veja que temes
Quem mais pensa é quem mais treme
Engole o suor, veja que é salgado
Veja que vives apesar do disparo
Dispara a arma contra o espelho
Mata tua imagem e não a ti
Recua e pensa, por quê?
Porque falta-te coragem e ousadia
Conforma-te a engolir a valentia
Acorda amanhã com o mesmo ideal
Que no fim da noite a história é igual
Morre de dor por não morrer
Guarda a arma que o tiro não é teu
É de alguém a não se esconder
Deita na cama e pensa no pai
Pensa por que o mundo não é teu
Ele é feito de quem quer viver
Quem quer morrer vive no breu
És assim, pobre plebeu
Veja que não morre, veja que temes
Quem mais pensa é quem mais treme
Engole o suor, veja que é salgado
Veja que vives apesar do disparo
Dispara a arma contra o espelho
Mata tua imagem e não a ti
Recua e pensa, por quê?
Porque falta-te coragem e ousadia
Conforma-te a engolir a valentia
Acorda amanhã com o mesmo ideal
Que no fim da noite a história é igual
Morre de dor por não morrer
Guarda a arma que o tiro não é teu
É de alguém a não se esconder
Deita na cama e pensa no pai
Pensa por que o mundo não é teu
Ele é feito de quem quer viver
Quem quer morrer vive no breu
És assim, pobre plebeu
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